Trashtah Challenge, o lixo Invisível

Por Suzi Aguiar

O dia amanhecera lindo. O sol ainda brincava de ir e vir na manhã de sábado, quando saímos em direção à praia. Brisa leve, dia calmo e paz, muita paz. Nas ruas poucos carros e quase ninguém. Na areia idem. Fomos chegando um a um. Éramos pouco mais de vinte pessoas, moradores e veranistas que amam esta pontinha de paraíso.

Para grata satisfação a praia estava limpa. Uma ou outra lixeira transbordava. Mas nada assustador como na temporada. Havíamos planejado aderir ao Trashtah Challenge, e mudar a situação da areia. Mas o lixo, cujo foco tínhamos, estava por toda parte, embora para os desatentos fosse invisível: Restos que abreviam a vida de pássaros e peixes, além de denotar descaso e falta de educação…

Distribuídos em duas equipes nos deslocamos do centro da Praia de Palmas para o lado norte e sul. Na ida recolhíamos lixo da areia fina, perto da água, na volta da areia grossa e área de proteção.

Encontramos uma razoável quantidade de palitos de pirulito, canudos de refrigerante, pedacinhos de brinquedos de plástico quebrados, tampas de refrigerante, de cerveja, de protetores solar, prendedores de cabelo, além de outros objetos como sacolas de plástico, garrafas pet, pedaços de balões de vários tamanhos, embalagens de comida e, em quantidade assustadora, bitucas de cigarro.

Com o trabalho concluído tínhamos a sensação gratificante de termos feito um pouco mais do que é a nossa obrigação de contribuir com a proteção do meio ambiente. E, como consequência, chegara a hora de apontar questionamentos e conclusões:

A praia estava aparentemente limpa. Por que não estava assim na temporada? Falha na gestão municipal? Sim. Falta de educação da maior parte da população frequentadora do lugar? Com certeza! Falta de empatia também, já que quem polui se exime de pensar na quantidade de peixes e habitantes marinhos mortos por ingerir plástico; falta de pensar nos pássaros que beliscam a areia atraídos pelas cores dos brinquedos quebrados; falta de consciência ecológica, falta de sentir a beleza que é deixar um mundo melhor para as futuras gerações.

E mais uma triste conclusão foi constatar a quantidade de cigarros que ainda são usados e o descaso que é dado aos restos pelos seus usuários. Tomem jeito, fumantes. Dê o destino correto às bitucas.

Tudo seria perfeito se cada um desse o destino certo ao lixo que produz e que, portanto, é de sua propriedade. Deixe visível que você faz a sua parte.

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