Depressão – existe solução

Por Fernanda Zanon – psicóloga

Também  conhecida por Transtorno Depressivo maior. O desequilíbrio químico nos neurotransmissores pode ser uma das causas.

O que é: Distúrbio Cerebral caracterizado por depressão persistente ou perda de interesse por atividades, causando prejuízos significativos na vida diária.

Acontecem mais de 2 milhões de casos no Brasil por ano e as possíveis causas incluem uma combinação de fontes biológicas, psicológicas e sociais de angústia. Algumas situações são desencadeadas por lutos, traumas ou violência.

Cada vez mais, as pesquisas sugerem que esses fatores podem causar problemas na função cerebral, incluindo atividade anormal de curtos circuitos neuronais.

A sensação persistente de tristeza ou perda de interesse que caracteriza a depressão pode levar a uma variedade de sintomas físicos e comportamentais, como: alterações do sono, apetite, nível de energia, concentração, comportamento diário ou autoestima. A depressão também pode ser associada a pensamentos suicidas.

A base para o tratamento inclui medicamentos e psicoterapia, o ideal é que os dois aconteçam em conjunto. Visto que o medicamento ameniza os sintomas e a psicoterapia trata a causa.

Fazendo o tratamento, a probabilidade é que com o tempo o paciente comece a entender melhor seu funcionamento, elabore traumas e situações mal resolvidas e pare de repetir padrões de comportamento, com isso os medicamentos podem ir sendo diminuídos até o total desmame do mesmo.

A depressão é uma doença silenciosa e que tem chamado a atenção de número de mortes por suicídio. Dificilmente a pessoa acometida pela doença terá iniciativa de buscar ajuda, com isso é importante que a família e amigos estejam atentos aos sintomas.

Pessoas depressivas podem ter:

No humor – Ansiedade, apatia, culpa, descontentamento geral, desesperança, mudanças de humor, perda de interesse ou falta de prazer em atividades, solidão, tristeza, tédio ou sofrimento emocional.

No comportamento – Agitação, automutilação, choro excessivo, inquietação, irritabilidade ou isolamento social.

No sono – Despertar precoce,  excesso de sonolência, insônia ou sono agitado.

Na cognição – Falta de concentração, lentidão durante atividades ou pensamentos suicidas.

No corpo – Fadiga ou  fome excessiva .

Também é comum a depressivos  o abuso de substâncias ou falta de apetite.

Por muitas vezes as pessoas não aceitam ou não acreditam estar doentes ou precisando de ajuda. Vão deixando o tempo passar acreditando que uma hora tudo se resolverá. Isso realmente pode acontecer, mas se achar que os sintomas não passam, não deixe de buscar ajuda com um profissional habilitado da área de psicologia.

Acredite, existe solução.

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Fernanda Zanon

Psicologia Clínica

CRP 12/12792

(48) 99666-1330

Avenida Ganchos, 500, 1º andar – sala 4 – Ganchos do Meio

Edifício Comercial Farmácia Sodré

imagem: reprodução

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