ENCONTRO DAS ARTES – Artes, Artesanato, Hotelaria e Turismo

Da proposta:

A iniciativa propõe realizar um encontro das artes, artesanato, hotelaria e turismo, no município de Governador Celso Ramos, Santa Catarina, na localidade de Areias de Baixo. Buscamos estreitar laços entre artistas, realizadores artesanais, também com o setor de hospedagem e turismo, e a comunidade em geral.

Governador Celso Ramos é abençoado pela exuberância da natureza, privilegiado por suas belas praias. Há em nosso município riquíssima história e cultura, hoje pouco difundida. Constatamos que o Turismo está em expansão, com nossas praias e dias de sol que atraem turistas de todo o mundo. O Turismo carece, porém, de atrativos artísticos e culturais que podem movimentar a cidade não apenas na temporada de verão.

Geralmente os turistas não encontram lugares onde possam ter contato com a arte local ou adquirir lembranças (souvenires) do lugar, e isto migra esse turista para cidades próximas, hoje mais preparadas para receber o turista. Essas divisas, esses recursos acabam permanecendo apenas nesses municípios próximos.

No mundo todo a Arte e a Cultura mobilizam uma fatia importante da economia. Mas, é preciso fazer isso com seriedade, permitindo que Arte e Cultura gerem renda extra aos moradores locais, atraindo também possíveis investidores no setor de decoração e artesanato.

É necessário abrir espaços também ao setor de hotelaria e hospedagem. Permitir um incremento substancial aos passeios de barco, utilização da rede de bares e restaurantes para que os turistas, hóspedes, clientes e visitantes conheçam e tenham mais familiaridade com os ateliers existentes no município.

Pensando nesta proposta inédita, o Artista plástico Flavio Pettinichi, que já abre as portas de seu atelier para amigos e clientes, oferece um debate amplo e descontraído, abrindo as portas de sua casa ao público interessado em expor suas atividades artísticas. A ideia é intercambiar experiências e ampliar a rede de contatos. Aos interessados não haverá qualquer custo. O expositor nada pagará para participar e expor sua arte, suas obras, e cada expositor será responsável pelas suas vendas.

Queremos deixar destacado que este evento é uma iniciativa privada, com colaboradores privados, e que toda ajuda será bem-vinda por parte de empresários, e até por parte da Prefeitura para melhorara infraestrutura do local do evento. Vamos convidar alguma autoridade do governo municipal.

Temos a certeza de que esta primeira experiência vai abrir as portas para novas possibilidades de crescimento econômico e sociocultural ao município, com o desejo de tornar referência de Turismo,Cultura e Arte como já ocorre em outros lugares da região e do país.
Possuímos, no município, material humano, histórico e geográfico para acontecer.

Serão ocupadas áreas livres da residência:
• 3 salas
• Um deck de 6 x 2 metros
• Um quintal gramado de 10 x 08 mts com uma barraca de 4 x 4 mts
• Uma cozinha onde serão servidos bolos, café,chá, refrigerante e água.
• Uma sala para assistir vídeos e ter acesso a uma biblioteca de arte.
• Um mini palco será montado para apresentação de algum músico, (a confirmar);
• O local possui um estacionamento amplo para mais de 30 carros;

Dentre as atividades teremos:
• Exposição de artesanato utilitário e moveis rústicos;
• Pintura sobre tela – Bonecas de Pano, Telhas Pintadas, Bijouterie, etc
• Doces caseiros- pães caseiros;
• Prática artesanal do Crivo (a confirmar)
• Resenha histórica ministrada pelo Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina (IHGSC) William Wollinger Brenuvida, morador do município.
• Participação especial Niede D`Aquino , do espaço Portal Lumen, Bairro Costeira, com dança e apresentação musical em Flauta;
• Apresentação musical de Voz e Violão (a confirmar);
• Atividades diversas no transcurso da tarde;
• Será realizada uma rifa, em compra voluntária, de uma peça do artista Flavio Pettinichi .

Do evento:
ONDE:Residência/Atelier do artista plástico Flavio Pettinichi e da sua esposa Lou Witt, Av. Papenborg, KM 3,5, Bairro Areias de Baixo. (Ao lado do campo de futebol do Amazonas)
DATA: Domingo, 28 de abril de 2019.
HORÁRIO ESTIMADO: das 14 às 19 horas.
PÚBLICO: Participação de artistas regionais – entre 10 e 15 expositores.

A entrada é gratuita!
Este será o primeiro encontro dos muitos que desejamos realizar. Contamos com a colaboração de todos para divulgar. Mais informações: 99827-5154.

Obrigado.
Flavio Pettinichi

 

 

 

Até onde você “dá conta” das suas emoções?

Por Fernanda Zanon – psicóloga

Muitas pessoas possuem uma saúde de ferro e não é qualquer mudança de clima que os resfriam, mas basta uma briga com algum familiar ou amigo para ter ataques de asma, crises de enxaqueca, dores de estômago e noites de insônia. É possível que esteja na hora de acrescentar mais um item à sua lista de hábitos saudáveis: O cuidado com seu estado emocional.

Cada vez mais a ciência admite que fatores emocionais estão relacionados ao surgimento de doenças, quando você passa a não conseguir lidar com seus sentimentos, o corpo acaba adoecendo. Essas doenças são conhecidas como doenças psicossomáticas, aquelas que se manifestam fisicamente, mas para as quais os médicos não encontram uma explicação fisiológica para fundamentar.

Hoje sabe-se que a genética e o ambiente exercem uma influência imensa (provavelmente majoritária no desenvolvimento de boa parte das enfermidades) mas não se pode desprezar o fato de que vários sistemas dos organismos estão conectados. Coração, pulmão, estômago e glândulas são comandados por nervos ligados ao sistema nervoso central.

Com isso, se alguma coisa não vai bem no emocional, o resto do corpo também paga o preço. Se uma pessoa está abalada pela perda de um parente, por exemplo, seu sistema nervoso não envia as mensagens certas à defesa do organismo quando ele é atacado por um vírus. Assim, a imunidade baixa e a pessoa adoece.

Inúmeras pesquisas comprovam a relação do corpo com a mente. Uma das mais significativas, feita pela Universidade do Kansas, nos EUA, comprovou que as emoções positivas são fundamentais para a saúde física das pessoas.

Nesta pesquisa 150 mil adultos de regiões diferentes responderam questionários sobre emoções como felicidade, preocupação e tristeza, e então descreveram seus problemas de saúde. A conclusão é que os fatores emocionais são tão importantes quanto alimentação ou condições de higiene para manter a saúde.

A esta pesquisa, somam-se outras com questões pontuais como pacientes com acne, dermatite, urticária e psoríase. Cerca de 20% foram diagnosticados com transtorno de humor, 16% com desordens de ansiedade e 48% se encaixaram em doenças psicossomáticas.

Nem todo mundo que briga com um familiar, amigo ou chefe ou passa por um processo de separação fica doente. Depende dos recursos psicológicos que a pessoa desenvolveu ao longo da vida para lidar com as situações. Geralmente quem é capaz de se posicionar e estabelecer limites quando se sente injustiçado sofre menos com doenças psicossomáticas.

É importante ter clareza sobre esses aspectos, pois na nossa sociedade existe uma supervalorização dos sintomas físicos, o que não acontece com os sintomas emocionais. Por exemplo: Se a criança não quer ir à escola, é logo tachada de preguiçosa. Mas se diz que está com dor de cabeça, pode ficar em casa. E cresce acreditando que deve ser assim.

Ainda não existe uma pílula que cure doenças psicossomáticas. O que um bom médico faz é identificar um paciente que sofra com elas e tratar o sintoma para aliviar o sofrimento e indicar a terapia para tratar a causa.

Os maiores reflexos das doenças psicossomáticas são: dor no peito, fadiga, tontura, dor de cabeça, inchaço, dor nas costas, falta de ar, insônia, dor abdominal e apatia. O estresse desequilibra hormônios e ativação da imunidade podendo causar: asma, dores, deficiências imunológicas, problemas de pele e problemas gástricos.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) a maioria das pessoas acometidas por essas doenças são mulheres deprimidas. Se você é daquelas pessoas que tem dificuldade em verbalizar o que sente e engole sentimentos até que eles comecem a queimar o estômago ou outra parte do corpo, procure ajuda profissional para que não evolua para uma doença psicossomática ou algo mais sério.

Como diz um ditado bem antigo “Quando a cabeça não ajuda, o corpo padece”.

Fernanda Zanon

Psicoterapia Clínica

CRP 12/12792

(48) 99666-1330

Avenida Ganchos, 500, 1º andar – sala 4 – Ganchos do Meio

Edifício Comercial Farmácia Sodré

O MEDO DE DIRIGIR

Por Fernanda Zanon – Psicóloga

Muitas pessoas, homens ou mulheres, se limitam no ir e vir por um bloqueio. O medo de dirigir. Muitos possuem carteira de habilitação, mas nunca dirigiram um carro fora da autoescola.

Uma pesquisa realizada pela ABRAMET ( Associação Brasileira de Medicina de Tráfego) aponta que cerca de 2 milhões de brasileiros sofrem atualmente com problemas que os impedem de dirigir. A fobia ao volante é causada por diversos fatores que envolvem desde estresse físico e mental a traumas. No entanto, esses medos podem ser revertidos.

Também existem pessoas que dirigiram por muito tempo e, por algum acontecimento passaram a não dirigir mais, como um bloqueio. É o caso de uma paciente que dirigiu entre seus 18 anos até os 30 anos. Foi quando se deu conta que evitava dirigir em pontes e viadutos existentes nas grandes cidades. “Eu dava voltas e mais voltas para evitar esses locais que muitas vezes eram para diminuir meu percurso. Tinha que sair mais cedo de casa e muitas vezes parecia que não valia a pena ir de carro. Com o passar dos anos, a fobia de dirigir em pontes começou a piorar. Percebi isso quando me deparei não dirigindo mais em ruas movimentadas, me incomodava ficar parada em semáforos e, no final, só dirigia acompanhada de alguém. A situação estava crítica, até que um ataque de pânico ao volante me fez ficar sem dirigir por um ano. Neste meio tempo, busquei ajuda com psicoterapia, passei a cuidar da minha mente, e hoje voltei a dirigir. Ainda não estou como aquela garotinha de 18 anos, mas já me viro bem graças a este tratamento que me fez enxergar que existe solução”, comenta a paciente da psicóloga Fernanda.   

O medo de dirigir para quem o sente é muito complexo, e para todos têm características em comum, as pessoas têm receio de errar e das consequências do erro. Algumas ficam envergonhadas por ser uma atividade que muitos a fazem sem esforço e se culpam “Por que eu não consigo?”

Nesta mesma pesquisa identificou-se que 80% dessas pessoas são mulheres que veem o carro como uma arma, que tem medo de bater, receio de estar no trânsito e receber xingamentos e buzinadas.

A questão do dirigir é prática, envolve riscos sim, mas se você utiliza um outro meio de transporte ou mesmo prefere andar na carona, também envolve risco.

Então, o que te impede de dirigir?

Depender de alguém ou de transporte público te incomoda?

Algumas coisas você gostaria se fazer sozinho (a) ou sem depender que alguém esteja disponível para levá-lo ou buscá-lo.

O que te limita sentar ao volante e sair dirigindo?

Já pensou em procurar ajuda?

Muitas vezes esses medos vêm da forma que você foi ensinado ou até mesmo do reforço de um comportamento submisso. Mas dirigir não é luxo, é uma necessidade, até mesmo por uma questão de emergência, sem contar com a possibilidade de poder ir e vir onde e quando você quiser.

 

Fernanda Zanon

Psicoterapia Clínica

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VAGA DE EMPREGO – CARTÓRIO

Cartório – Escrivania de Paz – contrata:

Requisitos básicos

  • Digitar bem
  • Horário de trabalho – das 8h às 12h e das 13h30 às 18h
  • Conhecimento de Informática – Word – Windows – Excel
  • Gostar de estudar e aprender
  • Salário à combinar.

Envie seu currículo para cartoriogcr@hotmail.com ou cartoriogcr@gmail.com

Ou ligue para (48) 3262 0880 / (48) 98500 8517 – falar com Elaine

Projeto Ambiental visa despertar consciência ecológica

Nesta temporada de verão os visitantes da Praia de Palmas podem participar do Projeto Ambiental, realizado pela Prefeitura de Governador Celso Ramos, por intermédio da Secretaria Municipal de Educação, da Escola do Meio Ambiente e também com a participação da diretoria do meio ambiente. O evento é gratuito e acontece em uma tenda localizada no canto sul da praia até o mês de março.

O projeto tem a finalidade de despertar uma consciência crítica sobre as questões ambientais envolvendo o maior número de pessoas possível como funcionários municipais, fornecedores de serviços turísticos, visitantes, banhistas e a comunidade em geral.

“Um dos principais objetivos do projeto é despertar o interesse das pessoas em colaborar com o processo de proteção e conservação do meio ambiente, garantindo uma melhor qualidade de vida para todos, o incentivo a mudança de prática e atitudes e a formação de novos hábitos com relação à utilização de recursos naturais,  levando a reflexão sobre a responsabilidade ética da nossa espécie e do próprio planeta como um todo, promovendo uso sustentável da área para recreio e turismo”, explica a diretora da Escola do Meio Ambiente e bióloga Luciara Azevedo.

Na tenda estão sendo desenvolvidas atividades lúdicas,  palestras, práticas de educação ambiental que envolve conscientização e preservação ambiental com tema ‘O Mar que Respiramos’, discussões, concurso de desenho com ateliê de pintura, campanha ilustrativa,  exposições,  distribuição de folders,  contação de história ‘Os Segredos do Mar’, trilha ecológica, distribuição de mudas nativas, caça ao tesouro ecológico e jogos educativos sobre a biodiversidade.

“Esperamos que com esse conhecimento e noções de ética sobre o direito à vida de outros organismos seja possível formarmos uma consciência sobre os problemas ambientais e que é necessário a formação de uma sociedade que se preocupa cada vez mais com nosso ambiente, com a preservação e, em consequência disso, o desenvolvimento sustentável do nosso planeta”, acrescenta a bióloga.

PROJETO SOCIAL – Terapia para sua vida ficar ainda melhor

No dia a dia uma das coisas que as pessoas mais fazem é bater papo, conversar, trocar ideias, tagarelar. É uma atitude natural dos seres humanos. Muitas vezes, inclusive, estes momentos são aproveitados  para desabafar sobre os problemas pessoais, situações que acontecem com todos nós. Podendo ser uma leve tristeza contínua ou uma tristeza mais intensa; medos de coisas simples e que podem ser abolidas de sua vida; fobias ou síndromes do pânico; problemas familiares; dúvidas em relação a diversos assuntos e outros que podem ser avaliados por um profissional da área de psicologia. Qualquer pessoa pode fazer um tratamento terapêutico. Em Governador Celso Ramos, por exemplo, a psicóloga Fernanda Zanon inova com o projeto de Psicologia Social na qual os valores são acessíveis para o bolso de todos. Por isso, não deixe de cuidar de sua saúde mental, porque o beneficiará com uma vida mais saudável e feliz.              

“Este projeto tem por objetivo atender diferentes classes sociais com dignidade e respeito, visto que saúde mental é de fundamental importância na vida de todo ser humano. Psicoterapia não é luxo, é necessidade e todos podem ter acesso neste projeto para uma melhor qualidade de vida”, explica Fernanda graduada em Psicologia em 2008, com formação em Psicanálise e especialização em Coaching e que atende em seu consultório localizado no bairro de Ganchos do Meio.

Na psicoterapia podem ser tratadas depressão, síndrome do pânico, transtornos alimentares, fobias, dependência química e muitos outros problemas que afetam o bem-estar no dia a dia das pessoas. Importante lembrar as pessoas que fazem uso de medicamentos, (normalmente acompanhado por um médico psiquiatra) Os remédios diminuem os sintomas, a Psicoterapia trata a causa.  “Nesses casos, a psicoterapia trabalha em conjunto para o sucesso do tratamento, ambos se complementam e o resultado é melhor”, conclui a psicóloga.

Fernanda Zanon
Psicoterapia Clínica
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As armadilhas – Por Rute Albuquerque

E então piscamos ambos os olhos e o calendário já me diz que estamos em fevereiro. Armadilha do tempo, que nos faz acreditar que ele é muito. Não. Não é. Operadoras de telefonia que te ligam inúmeras vezes, e oferecem os serviços que te levarão ao céu….exceto preparar o jantar. Armadilhas da tecnologia, que nos inebriam e nos fazem pensar que simples tarefas domésticas podem ser clicadas. Não. Não  são. Continuam a nos exigir tempo e disposição.

Contas que não são mais enviadas por correio, em papel. Nós, aprendizes da  sustentabilidade, acreditamos e até comemoramos. Afinal, o papel vem da árvore, e ainda se torna caro recicla-lo. Mas acabo de descobrir que tal prática pode ocultar o que, de fato, estamos pagando. Aconteceu comigo. Durante os doze meses do ano fui automatizando muitas das ações, porque caí na armadilha da otimização e nem ler eu lia mais o extrato das contas. Agora em janeiro é que me dei conta de estar pagando, na conta telefônica, serviços que nunca solicitei e nunca usei. Dediquei bons 40 minutos, pendurada num telefone, oscilando entre músicas e o excelente atendimento da atendente, e chego a conclusão de que caí mas levantei de outra armadilha. E se o trocadilho “me dar conta” nos ajuda a gerenciar as contas de uma casa, eis que a armadilha do reajuste ou aumento salarial se concretiza, mais uma vez.

Desisti de fazer militância virtual, e vou me despedindo do face, porque caras com cheiro são mais autênticas. Acostumei-me a enfeitar esta coluna com muitas perguntas, das que eu mesma me faço, e nem sempre consigo as respostas. E então eu lanço algumas: por que nos permitimos cair em armadilhas? Por que desprezamos o tempo, como se fosse ele descartável, ou de uso único? Por que retiramos o tempo do simples, e não sabemos qual é o complexo? O fato é que estamos iniciando um novo ano letivo. Uma das etapas mais dignificantes e cheia de oportunidades! Mas ser estudante não é, apenas, ir para a escola. É muito mais do que isto. O movimento físico, quer seja feito por passos caminhados, ou quilômetros rodados, é um, dos muitos que serão necessários. Estudar e se tornar um estudante é um compromisso individual, mas exige, sobretudo, movimento interior, que sai do cérebro,  passa pelo coração e por cada célula que contribui com a nossa vida.

Quando, recentemente, tivemos casos de câncer na família, fomos nos “dar conta” de que nunca tínhamos estudado sobre a importância da tireóide nas nossas vidas. Quando uma cidade inteira é soterrada por uma lama, nos lembramos que nem sequer temos luvas descartáveis no porta-luvas do carro. Aliás, porta-luvas quando apenas em filmes os motoristas as usavam….. E ainda assim as escolas nos esperam, nos aguardam. Não caiamos nas armadilhas, outras e tantas….a escola serve para nos empoderar. Intelectualmente. E mentes empoderadas podem se fazer mais fortes diante de armadilhas! Compartilho uma imagem:

Babilônia na praia – Pode haver lazer mais democrático de que um dia de praia?

Por Suzi Aguiar

O sol escaldante derrete os miolos e faz reluzir o óleo bronzeador de algumas desavisadas. Será que nunca ouviram falar em câncer de pele? Num raio de 200 metros há muitos “botos cor de rosa” espalhados. Tem gente que vai dormir no cabide!

Enquanto isso, ele sai da água, será que em câmera lenta? Sacode a cabeça e gotículas de água mergulham no mar. Olhos azuis, corpo sarado – adquirido puxando ferro o ano inteiro – e bronzeado. Sim, ele é consciente de sua beleza e sabe que por trás de tantos óculos escuros, olhos curiosos o acompanham enquanto desfila até sua cadeira.

Na extensa areia corpos expostos buscam o bronzeado. Ali a beleza é o que menos importa. Enormes barrigas cobrem biquínis e calções. E viva a autoestima! Uma grande passarela se forma entre a areia e o vai e vem das águas. E por ela, apreciamos modelos de todas as idades, de todos os biotipos.

Olho ao meu redor num giro lento de 360 graus. Feio, feia, feio, feia, feia, feia, feio, bonita, feia, feio, feia, feia. É fato! Pessoas feias são a ampla maioria. Então porque as mídias nos fazem crer que ter beleza e ser magro é tudo? Seria tão melhor se fosse o contrário…

E por falar em beleza, que me desculpem as belas, mas a celulite é unânime nas bundas e pernas femininas. Sério! Se você não tem, fique tranquila, um dia vai ter! Num olhar de raio-X, vasculho todas e me convenço cada vez mais: Deus foi o mais machista dos homens! A mulherada despenca muito mais e mais rápido, por isso, o crescente número de clínicas de estética. Não, não pense isso! Lá é lugar de investimento! Claro que sou adepta!

Vale escrever um parágrafo a parte sobre os biquínis: florais, xadrezes, lisos. Os florescentes estão fora de moda. Mas quem se importa? Ainda é comum ver os de babadinhos, os amarradinhos mesmo que escondido entre as gordurinhas em excesso de uma vovó. E os sunquínis que vieram para que as cheinhas e as senhorinhas, que não ousam usar uma peça tão pequena, possam esquecer de vez que o maiô existiu. Na verdade estes, como raros ETs, só vemos em mulheres de corpos esculturais, querendo chamar atenção para si. Como se precisasse! Ai que ódio! Elas são coisa rara e com esta consciência desfilam lentamente enquanto todos os olhares a acompanham na passarela que tomou para si.

Mas há aquela que, fingindo timidez, sai da água, arruma o lacinho do biquíni, enrola o cabelo num coque displicente e deita languidamente na areia. Ufa! Ainda bem que é bicho em extinção. Uma dica: detectou sua presença? Pegue sua cadeira, puxe seu amor e mude de m2 na areia. Ufa!

Para as tatuagens todo o magnetismo! Escondidas na maioria dos corpos o ano inteiro, parecem se libertar de gaiolas. Surgem lindas, coloridas ou não, contando marcas da vida. Confesso: morro de curiosidade em descobrir o que significam e perco tempo tentando ler as frases. Mas nunca consigo, claro!

A pequena faixa de areia antes da água é disputada palmo a palmo por banhistas e os mais variados tipos de comércio: desde sanduíches naturais, açaí – a vedete por aqui nesta estação – churros, picolés, caipiras de todos os sabores, cervejinhas. Água? Não vi! E roupas de praia para todos os gostos e corpos, além de chapéus e óculos. Até o milho verde deixou a comodidade de seu cantinho e resolveu circular pelas areias. A competição está acirrada, mas a crise, apesar de não ter afastado os banhistas, os fez verdadeiros farofeiros. O pessoal traz de tudo. Monta quase um acampamento embaixo do guarda sol e passa o dia curtindo, da maneira mais democrática que existe, seu merecido descanso.

Fotos: Cristiane Toschi

Bombeiros – Projeto Golfinho tem início nas praias de Florianópolis

Legenda da foto acima: Primeira turma do Projeto Golfinho 2019 realizado em Palmas

Foto: Divulgação CBMSC

 

Teve início nesta segunda-feira (14/01) o Projeto Golfinho da Operação Veraneio 2018/2019 em Florianópolis. Na primeira semana as praias contempladas serão a Barra da Lagoa, Matadeiro, Praia do Forte e Joaquina. Dando continuidade, estão previstas atividades nos Ingleses, Campeche, Açores, Ponta das Canas, Lagoinha, Morro das Pedras, Campeche, Lagoa do Peri e Novo Campeche.

A ação leva educação e cidadania para as crianças de nove a 13 anos, com atividades educativas para prevenir afogamentos em piscinas, rios, lagos e praias. Nas aulas os pequenos desenvolvem aspectos da prevenção e conscientização sobre os perigos do mar, cidadania e meio ambiente.
Nesta temporada o 1° Batalhão pretende formar cerca de 450 crianças.

Para se inscrever, basta entrar em contato com os Guarda-Vidas nos postos das praias.

Barra da Lagoa: 14 a 17/01 – 08h às 10h
Praia do Matadeiro: 15 a 18/01 – 08h às 10h
Praia do Forte: 17 a 20/01 – 08h às 10h
Praia da Joaquina: 19/01 (sábado) – 09h às 12h

Açores: 21 a 24/01 – 08h às 10h
Ponta das Canas: 22 a 25 – 08h às 10h
Campeche: 22 a 25 – 08h às 10h
Lagoa do Peri: 26/01 (sábado) – 09h às 12h
Ingleses: 28 a 30/01 – 08h às 10h
Lagoinha: 28 a 30/01 – 08h às 10h
Morro das Pedras: 28 a 31/01 – 17h às 19h
Novo Campeche: 29 a 01/02- 17h às 19h

 

Afogamento – Mesmo com ato heroico ocorrência acaba em óbito

Por volta das 15h30 do dia 10 de janeiro, última quinta-feira, o soldado do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina, Estevão Marques estava de folga e decidiu ir até a praia do Sissial, perto de Palmas, em Governador Celso Ramos, para observar se as ondas estavam propícias para a prática de surf. Chegando lá se deparou com uma movimentação de pessoas já que um banhista estava se afogando. O bombeiro não pensou duas vezes e tentou salvar a vítima, Ivanir Ernesto Pereira, de 51 anos, que veio a falecer no local.

Soldado Marques não estava trabalhando, por este motivo não obtinha nenhum equipamento de salvamento como boias, e também não estava com sua prancha de surf. Mesmo assim, sem pensar nas consequências, se jogou ao mar para tentar salvar o homem. “Assim que cheguei na praia do Sissial tinha um menino com telefone na mão ligando para o Corpo de Bombeiros. O mar estava muito grande e não dava pra avistar nada, peguei o telefone do menino e falei com o atendente do bombeiro. Me identifiquei, falei do afogamento e que não conseguia visualizar a pessoa. Pedi que mandassem um jet sky para ajudar. Não podia esperar, fui entrando, passei a arrebentação e consegui visualizar o braço e nadei até ele. Fiquei uns 30 minutos para tirá-lo da água, quando cheguei perto da areia o pessoal começou a ajudar a tirar ele da água. Neste momento já havia chegado o sargento Aurélio para me auxiliar e começamos a fazer manobras de Ressuscitação Cárdio Pulmonar (RCP) por uns 15 minutos. Logo veio o apoio do helicóptero Águia da Polícia Militar com a equipe médica porque o helicóptero Arcanjo estava em outra ocorrência. Ficamos ali uma hora e meia mais ou menos, mas não tivemos êxito. Foi bem difícil tirar ele da água, foi bem pesado mesmo. A dificuldade de resgate é que estava sem nenhum equipamento, sem boia, só na cara e na coragem. Infelizmente não conseguimos trazer ele de volta, fizemos o possível, foi uma fatalidade”, comenta o soldado Marques.

Orientações aos banhistas

O comandante do Corpo de Bombeiros de Biguaçu, o tenente Victor, repassa algumas orientações aos banhistas. “Sempre procurem uma praia que tenha guarda-vidas. No município de Governador Celso Ramos, por exemplo, possuem postos guarda-vidas nas seguintes praias: Calheiros, Palmas, Grande e Tinguá. Mesmo havendo guarda-vidas, os banhistas devem respeitar a sinalização. Bandeiras indicativas de lugares perigosos com a cor vermelha são para realmente avisar que tem uma corrente de retorno e que, muito provavelmente, se o turista entrar ali vai ser arrastado para o fundo do mar. Caso não tenha uma boa habilidade, e as vezes até quem tem, dificilmente vai conseguir sair dali. Outra dica é para se banharem com a água até a linha da cintura para evitar afogamentos”, sugere o tenente.